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Porta de entrada ao sistema de saúde dos pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnível do segmento ST: houve mudança durante a pandemia do Covid 19?

Rhanniel Theodorus Helhyas Oliveira Shilva Gomes Villar, José V de S Santos, Pollianna S Roriz, Murilo J da Silva, Victor L P P Botelho, Bianca A Cologense, Marcelo V S Filho, Márcio A B Filho
HAN - Salvador - BA - BR

Introdução: A pandemia ocasionada pelo coronavírus iniciada em 2020 modificou a dinâmica pré-estabelecida nos sistemas de saúde e também no itinerário do usuário na busca por atendimento médico. Antes, hospitais gerais de maior porte dividiam de modo similar a entrada dos pacientes na rede de urgência com unidades pré-hospitalares fixas. O objetivo deste trabalho foi identificar possíveis alterações no itinerário do paciente com Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST) na rede de atenção a urgências e emergências do município de Salvador-BA. Métodos: Estudo ambispectivo com pacientes com IAMCSST atendidos pelo Protocolo de Atendimento a Infarto Agudo do Miocárdio (PIAM) em Salvador durante período pré-pandemia (jan/2019 a fev/2020) e de pandemia (março/2020 a dez/2021). O PIAM é um grupo destinado a auxiliar todo o processo de cuidado ao paciente com suspeita de IAM, desde seu diagnóstico até a reperfusão, além de capacitar profissionais de saúde para o manejo. Os dados foram coletados em relação à unidade de origem: pré-hospitalar fixo (PHF) e hospital geral (HG); tempos de atendimento; e mortalidade. Significância estatística foi considerada para p<0,05. Resultados: No período pré-pandemia, o PIAM realizou 542 atendimentos a IAMCSST, tendo 25,3% acessado a rede através de HG. No período da pandemia, 935 atendimentos a IAMCSST foram realizados, sendo o HG a porta de entrada em 12,0% dos acionamentos (p<0,001). Durante a pandemia, houve maior frequência de atendimentos pelo PHF em relação ao período pré-pandemia (76,3% x 61,4%; respectivamente; p<0,001). Comparando o período pandêmico com o pré-pandêmico, houve menor tempo porta-ECG [33 (15 - 77) min x 38 (19 - 95) min, respectivamente; p=0,04] ​​e menor tempo porta-agulha [115 (80 - 180,5) min x 149 (101,8-206) min, respectivamente; p<0,001] nos atendimentos no PHF. Em relação aos pacientes atendidos pelos HGs, comparando o período pandêmico ao pré-pandêmico, houve menor tempo porta-ECG [28 (13,5 - 67) min x 44 (17 - 149) min, respectivamente; p=0,01] e menor tempo porta-balão [221 (158,3 - 294,5) min x 297,5 (203,5 - 415,8) min, respectivamente; p=0,049]. Não houve diferença na mortalidade entre os grupos (15,8% HG x 16,5% PHF; p=0,92). Conclusão: Com o fechamento de hospitais gerais para emergências durante a pandemia, houve uma mudança da procura de atendimento médico de pacientes com IAMCST para rede pré-hospitalar. Com a expansão do PIAM na rede, o cuidado foi promovido com menores tempos de assistência e sem grande impacto na mortalidade em nossa amostra.

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