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Efetividade da teleconsulta de enfermagem na melhora do autocuidado, classe funcional e qualidade de vida de pacientes com insuficiência cardíaca: ensaio clínico randomizado

Ana Rafaela Cerqueira, Luiz Aparecido Bortolotto, Paula de Cássia Buck
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Introdução: A incidência e prevalência de insuficiência cardíaca (IC) são crescentes e representam uma grande parcela das hospitalizações no Brasil, associadas a  elevadas taxas de morbidade, mortalidade e custos para o serviço de saúde. Pacientes com IC apresentam diminuição na qualidade de vida, do sono e da autonomia para realização das atividades de vida diária. Tais dados, somados ao cenário da pandemia do COVID-19, revelam a necessidade de mudanças na prática clínica, para que a atenção à saúde seja mais efetiva e econômica e atinja os pacientes sem expô-los a riscos. Evidências comprovam que as intervenções de enfermagem melhoram a adesão à terapêutica, auxiliando na efetividade do tratamento. No entanto, a efetividade destas intervenções aplicadas por meio de consultas telefônicas ainda é incerta, e torna-se uma alternativa para pacientes com IC. Objetivo: Avaliar o impacto das teleconsultas de enfermagem na melhora da qualidade de vida, auto cuidado e classe funcional dos pacientes com IC. Método: Trata-se de um estudo piloto, ensaio clínico controlado randomizado. O grupo intervenção (n=17), além do acompanhamento ambulatorial habitual, participou de consultas de enfermagem realizadas por contato telefônico, quinzenalmente, por um período de 3 meses. O Grupo Controle (n=16) permaneceu em acompanhamento ambulatorial preconizado pela instituição. A qualidade de vida foi avaliada por meio do Minnesota Living with Heart Failure Questionnaire (MLHFQ) o autocuidado foi avaliado por meio do European Heart Failure Self-Care Behaviour Scale (EHFScBS). Resultados: A mediana de idade dos pacientes foi de 57 anos (Q1-49 e Q3-65) sendo a principal etiologia a miocardiopatia idiopática (n:22 - 66,67%), a maioria em Classe Funcional 2 (n:12 - 36%). Comparados ao grupo controle, os participantes do grupo intervenção, apresentaram melhora da classe funcional, nas pontuações do questionário EHFScBS, no domínio físico e na pontuação total do questionário MLHFQ. Conclusão: A intervenção da enfermagem por consulta telefônica proporcionou melhora significativa na CF, melhora do auto cuidado e melhora da qualidade de vida de pacientes com IC. Estes dados mostram que, apesar das limitações relacionadas a esta tecnologia, é possível realizar a implementação dos diagnósticos e intervenções de enfermagem por meio de consultas realizadas por contato telefônico, sem grandes discrepâncias dos achados encontrados em modelos tradicionais de assistência.

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