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Relações entre sintomas depressivos, apetite e qualidade de vida em pacientes com insuficiência cardíaca hospitalizados

Gabriela De Angeli De Martini, Daiane Lopes Grisante, Alexia Louisie Pontes Gonçalves, Fabio D'Agostino, Juliana de Lima Lopes, Vinicius Batista Santos, Camila Takao Lopes
UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil, Saint Camillus International University of Health and Medical Sciences - Roma - Roma - Itália

Introdução: Os sintomas depressivos e a perda do apetite são capazes de impactar a qualidade de vida (QV) de pacientes com insuficiência cardíaca (IC). No entanto, não há estudos brasileiros que verifiquem a relação entre essas variáveis em tais pacientes. Assim, o objetivo deste estudo foi verificar a relação entre sintomas depressivos, apetite e QV em pacientes com IC hospitalizados. Métodos: Estudo observacional, analítico, transversal, realizado com 86 pacientes com IC hospitalizados em São Paulo-SP. Os sintomas depressivos foram avaliados por meio do Inventário de Depressão de Beck II (BDI-II) (escore 0-13: depressão mínima; 14-19: depressão leve; 20-28: depressão moderada; 29-63: depressão grave). O apetite foi avaliado pelo Questionário Nutricional Simplificado de Apetite (QNSA) (escore≤14: risco de 5% de perda de peso nos últimos seis meses). A QV foi mensurada pelo Minnesota Living with Heart Failure Questionnaire (MLHFQ) (escore varia de 0 a 105 pontos e, quanto menor, melhor a QV). As relações entre as variáveis sociodemográficas e clínicas, os sintomas depressivos, apetite e QV foram verificadas por meio de testes univariados e modelos de regressão linear, com p<0,05 considerado significativo. O modelo final considerado foi aquele com as variáveis com p-valor menor ou igual a 0,05 e com resíduos seguindo normalidade pelo teste de Shapiro Wilk. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade (Protocolo nº 4.055.369). Resultados:Os pacientes tinham idade média de 63,45±13,35 anos e 50% eram homens.Houve predominância de pacientes com sintomas depressivos mínimos (40,7%) e apetite reduzido, com risco de 5% de perda de peso nos últimos seis meses (69,8%). O escore total do MLHFQ (53,59±21,6) apontou para uma QV inadequada. Os fatores que se relacionaram à QV na regressão linear foram a dependência para quatro atividades básicas de vida diária (ABVD) (estimativa=15,4; IC 95%=0,23 a 30,64, p=0,046), ausência de risco de perda de peso (estimativa=-11.08, IC 95%=-20.5 a 1,62, p=0,022) e sintomas depressivos mínimos (estimativa=-20,0, IC 95%=-28.3 a -11.73, p<0,001). Conclusões: A pior QV está relacionada a maiores graus de dependência para ABVD, perda de apetite e sintomas depressivos em pacientes com IC hospitalizados. Esses resultados podem subsidiar intervenções multiprofissionais que visem cuidados integrais ao paciente no que diz respeito aos aspectos físicos e psicológicos, promovendo a melhora da QV.

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