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PROTOCOLO BAVT: COMO EVOLUIU A PRIMEIRA LINHA DE CUIDADO EM ATENÇÃO A BRADIARRITMIAS MALIGNAS NO BRASIL?

Pollianna de Souza Roriz, Rhanniel Theodorus Helhyas Oliveira Shilva Gomes Villar, Murilo Jorge da Silva, Samille Santos Oliveira, Daiane Dias de Jesus
Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) - Salvador - Bahia - Brasil

INTRODUÇÃO: O protocolo BAVT (PBAVT) é um programa de assistência a pacientes com bradiarritmias malignas (BrMg) na rede de urgências de Salvador, instituído em 08/10/2018 pelo serviço pré-hospitalar. Até então, 100% dos casos dependiam de regulação convencional para transferência a centro de referência (CR) para avaliar implante de marcapasso definitivo (MPD), alargando o tempo de espera de casos graves na rede. Após sua implantação, foi observada queda de acionamentos, refletindo subutilização do programa e do seu potencial de resolutividade. Associou-se isto à rotatividade de profissionais e ao desconhecimento destes acerca do programa. Foram instituídas ações educativas semestrais desde 2020, a fim de incentivar o seu uso. É objetivo do trabalho descrever o fluxo de atendimento ao longo dos anos, considerando a relevância das intervenções educativas.

MÉTODOS: Estudo transversal, descritivo a partir dos atendimentos do PBAVT de 08/10/2018 a 31/12/2021. Foram consideradas BrMg: BAVT, BAV avançado, BAV Mobitz II, BAV 2:1. Observou-se perfil epidemiológico, características do atendimento, tempo para implante do dispositivo, óbitos e seu local de ocorrência.

RESULTADOS: Foram atendidos 615 pacientes no período, sendo maioria do sexo feminino (56,1%), idade média 73,2 (+11 anos); 71,5% (440) apresentaram BrMg; demais doença do nó sinusal, fibrilação atrial e bloqueios atrioventriculares de baixo grau. Doença de Chagas foi autorreferida em apenas 74 casos (12,0%). Os sintomas mais frequentes foram dispneia (206; 33,5%) e tontura (196; 31,9%). Transferidos 251 pacientes para CR pelo PBAVT (57,0% das BrMg), em que  204 implantaram MPD (81,2% dos transferidos). Foram registrados 50 óbitos (8,1%), maioria ocorridos antes de chegarem a CR. O número de atendimentos, transferidos e submetidos a implante de MPD por ano pode ser observado na figura abaixo.

CONCLUSÕES: O PBAVT otimizou a assistência de aproximadamente 60% dos casos. Configura-se como importante facilitador para regulação e implante de MPD, reduzindo o colapso da rede de urgência. As ações educativas parecem ter sido efetivas considerando o aumento do número de casos atendidos pelo PBAVT de 2020 a 2021, devendo ocorrer de forma sistemática para potencializar o resultado deste programa.

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