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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Avaliação da patência angiográfica da artéria culpada em pacientes com IAM com supradesnível de ST em uso de DAPT

Carlos Alberto Kenji Nakashima, Marcos Vinicius Coelha Dutra, Lilian Belinaso, Camila Richter, Cassio Perfete, Viviane de Sá Pereira , Flora Eli Melek , Fabio Okipney , Erasmo Siqueira , Dalton Bertolim Précoma
Hospital Angelina Caron - Campina Grande do Sul - Paraná - Brasil

Introdução: A reperfusão precoce do miocárdio isquêmico é o avanço mais importante nos últimos 30 anos, quando se trata de infarto agudo do miocárdio (IAM) com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST), podendo ser na forma mecânica por angioplastia, ou farmacológica com o uso de trombolítico, respeitando a indicação de cada um. A terapia antiplaquetária, desde os estudos com ácido acetilsalicílico como no estudo Isis-2, demonstrando redução de mortalidade em 23% quando usada isoladamente na síndrome coronariana aguda (SCA), a adição de heparina de baixo peso molecular, até publicações mais recentes com os novos bloqueadores de adenosina difosfato e bloqueadores do receptor de trombina, corroborando para a redução de desfechos no cenário agudo do IAM pós angioplastia (redução de trombose), e tornando a dupla antiagregação plaquetária (DAPT) como parte essencial no tratamento da SCA. Poucos trials nos trazem informações, comparando se tais medicações, usadas conforme sua indicação no IAMCSST, foram capazes de manter a patência do vaso acometido pré-angiografia coronária. Objetivo: Comparar, entre os dois grupos analisados (pré-tratamento com clopidogrel vs. ticagrelor) a patência da artéria coronariana culpada avaliada pela análise do fluxo angiográfico TIMI pela cineangiocoronariografia. Métodos: Foram incluídos pacientes com IAMCSST em uso de DAPT (AAS e inibidor do receptor P2Y12 (clopidogrel ou ticagrelor). Foram analisados um total de 3287 prontuários de pacientes internados em uma unidade de dor torácica de um hospital terciário, da região metropolitana de Curitiba – Paraná, no período de 01 de março de 2019 até 01 de março de 2021. Dos 3287 pacientes inicialmente avaliados, 384 pacientes foram selecionados com diagnóstico de IAMCSST, 16 pacientes foram excluídos por falta de dados em seu prontuário e 334 pacientes foram analisados até a alta hospitalar. Resultados: De todos os casos que usaram ticagrelor, 65,1% foram de vasos ocluídos e dos casos de clopidogrel, 65,8% dos vasos acometidos se mantiveram ocluídos. Portanto, não foi encontrada diferença significativa entre clopidogrel e ticagrelor em relação à probabilidade de ser ocluído (p=0,585). Conclusão: Podemos concluir que na amostra analisada, não houve diferença estatística entre o uso de clopidogrel e ticagrelor na patência do vaso acometido pela oclusão.

 

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