SOCESP

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Tratamento com perindopril melhora a rigidez arterial via inibição da sinalização RhoA/Rho-quinase/Cofilin-1.

Miotto DS, Aline Dionizio, André M Jacomini, Anderson S Zago, Marília Afonso Rabelo Buzalaf, Sandra L Amaral
UNESP - Bauru - Bauru - SP - Brasil

Introdução: A rigidez arterial, frequentemente associada à hipertensão, é determinada por vários fatores, dentre eles a desorganização da parede vascular e tem sido reconhecida como um preditor independente de mortalidade por todas as causas. A inibição do sistema renina angiotensina é importante no controle da hipertensão, mas pouco se sabe sobre seus efeitos na rigidez arterial. A identificação dos mecanismos moleculares envolvidos na rigidez aórtica, por meio da análise proteômica, pode apontar alvos importantes para a intervenção terapêutica da hipertensão. Objetivo: O estudo avaliou os efeitos do perindopril na pressão arterial, na velocidade da onda de pulso (VOP) e nas proteínas diferencialmente expressas na aorta de ratos espontaneamente hipertensos (SHR), usando uma abordagem proteômica. Métodos: Ratos SHR foram tratados com perindopril (SHRP) ou água (ratos SHRc) durante 8 semanas. Ratos Wistar foram usados somente como controle. Resultados: O grupo SHRC apresentou maior pressão arterial sistólica (PAS, +70%) e VOP (+31%) em relação aos ratos Wistar. Por outro lado, o grupo SHRP apresentou maiores valores de concentração de nitrito e menores valores de PAS e VOP, em comparação com SHRC. Das 21 proteínas suprarreguladas na parede aórtica de SHRC, a maioria delas estava envolvida com a organização do citoesqueleto da actina, dentre elas a Tropomiosina e Cofilina-1. Após o tratamento com perindopril, houve uma regulação positiva dos inibidores de dissociação do GDP (GDIs), que normalmente inibem a via RhoA/Rho-quinase/cofilina-1, a qual tem importante participação no enrijecimento arterial. Em conclusão, os resultados do presente estudo revelaram que o tratamento com perindopril reduziu a PAS e a VOP em SHR. Além disso, a análise proteômica da aorta de animais tratados com perindopril identificou, pela primeira vez, uma regulação positiva de GDIs que, associado ao aumento da biodisponibilidade de oxido nítrico, podem inibir a via RhoA/Rho-quinase/Cofilin-1 e contribuir para reduzir o enrijecimento arterial em SHR. Portanto, podemos propor que a ativação de GDIs ou inibição da via RhoA/Rho-quinase, por aumentos de nitrito, possam ser estratégias possíveis para o controle da rigidez arterial na hipertensão. Agências de fomento: CAPES e FAPESP.

Realização e Secretaria Executiva

SOCESP

Organização Científica

SD Eventos

Agência Web

Inteligência Web
SOCESP

42º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

16 à 18 de junho de 2022